sexta-feira, 29 de abril de 2022

História de Garanhuns

10º Prefeito de Garanhuns - A ala política comandada pelo prefeito, cada dia que se passava maior vulto tomava e suas fileiras engrossadas com adesões de elementos de outros partidos, tendo chegado ao ponto de nas eleições realizadas em 1913, somente ela ter apresentando candidatos aos cargos de prefeito e Subprefeito, limitando-se a outra a apresentar aos cargos de conselheiros municipais. A referida eleição teve o resultado seguinte: Prefeito e Subprefeitos eleitos: Coronel Francisco Vieira dos Santos e o Major Lourenço da Silva Souto, respectivamente candidatos votados para o Conselho Municipal: Júlio Brasileiro, Jácomo Matos Coelho Sampaio, Vitorino Alves Monteiro, Tomás da Silva maia, Joaquim Alves Barreto Coelho, Antonio de Barros Moraes Campelo, Azarias Salgado de Oliveira, Francino Caldas, Sátiro Ivo da Silva, José Correia Paes da Rocha, Manoel José da Câmara, Francisco Uchoa de Gusmão, Teodoro Ceciliano da Silva Viana, José Firmino de Araújo Almeida, Antonio Lopes Ferreira, João Leitão de Albuquerque e Álvaro Brasileiro Viana, sendo eleitos os nove primeiros. O orçamento municipal já era de Cr$ 25.912,00. Até meados do período deste governo municipal, era completa a harmonia existentes entre os componentes da ala dominante e as retribuições de banquete nas residências uns dos outros se sucediam quase que semanalmente. Depois, aquele ambiente de cordialidade e amizade começou a se  arrefecer e a surgir desentendimento e, com isso, cisões de lamentos precisos que se uniram ao professor Manoel Jardim, com o objetivo de organizarem uma oposição que apresentaria candidatos aos cargos eletivos nas futuras eleições.

Durante a campanha eleitoral os chefes das alas políticas, principalmente o da oposição, acompanhados por comissões, visitam por várias vezes o governador do Estado que, então era o Dr. Manoel Antonio Pereira Borba, afim de  conseguirem o seu apoio, tendo o mesmo se portado de maneira dúbia, não só apoiando como satisfazendo pedidos de ambos os chefes, quando procurados  por eles, criando deste modo, um ambiente de aminosidade e discórdia entre ambas as correntes políticas. Foi, pois nesse ambiente que se processaram as eleições. (Fonte: História de Garanhuns | Alfredo Leite Cavalcanti | Volume II | Garanhuns, fevereiro de 1973). Acervo: Memorial Ulisses Viana de Barros Neto. 

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