domingo, 24 de abril de 2022

Linha da existência

A existência tem a sua linear específica. Não é algébricas de primeiro grau. É mais uma expressão analítica que  revela a sua essência como natureza das coisas. Sua estirpe é o padrão de conduta humana. A linguagem aplicada é de origem virtualmente simbólica. Nesse particular as pessoas não são suficientemente instruídas. Há algo de conveniente e poucas são fiéis à educação recebida. O que se faz é deliberar pela influência do meio, onde a orientação discriminatória não representa a dignidade da instrução.

É necessário manter-se a linha moral da existência. Virtude da educação altamente qualificada. Que é o recurso indispensável à formação moral do indivíduo. Não se pode detê-la contra a vontade de seus agentes. Seria violência contra a integridade do ser humano. Fatores diversos entram em ação, a exigir que se  lhe faça a identificação de sua natureza.

Importa, não se deva manter discussão sobre essa origem das coisas desconhecidas, porque estão longe do alcance de qualquer homem comum. O sucesso sempre exige um preço relativamente alto. Embora tendo um preço, o sucesso, não esta exposto à venda como mercadoria vulgar. Esse preço é de ordem psicológica, relaciona-se com o segredo existente no mundo intelectual de cada um  de nós. Aqui se nota a predominância do verdadeiro autoconhecimento. O educador, o pedagogo, o professor, deve achar o motivo que reduz a capacidade do aluno, o educando ainda é a glória do  mestre.

Para muitos isso representa um breve sentimento que logo perdeu o seu  encanto. São causídicos ciosos de sua alta compreensão, supondo conhecer todas as coordenadas dessa demanda altamente significativa. Para tanto é preciso alcançar os meios de se aprofundar nos recantos de seu universo mental, para não serem considerados objetos de luxo, de  modo mais que perfeito, da vontade de  quem não sabe decifrar o segredo das  coisas criadas.

Tudo isso é muito significativo por que se trata de  relacionamento com a  autoanálise. Analisar-se a si mesmo é alta sabedoria. É tarefa muito difícil. Sempre falamos nível diferente. As palavras de certos textos especificamente literários podem ter significados diferentes. As palavras o vento leva e os fatos se consolidam como realidade. Isso acontece de repente, e é de repente que perdemos de vista o horizonte mais deslumbrante da vida.

Muitas vezes os que nos leem, ou nos escutam podem não compreender nada. As palavras, nestes casos, são simplesmente símbolos e alguma coisa que ficou bailando no ar. Esse é um acontecimento real pela sua própria natureza. Daí a verdade de interpretação sobre muitas coisas que nos dizem, que nos afirmamos como verdade. Só que a verdade dita já não é propriamente verdade. Porque sofreu alterações do significado das palavras, que apenas tornam passíveis do nosso desejo. Aquilo que desejamos nem sempre é a verdade.

KRISHNAMURT: "O homem na defensiva não conhece a verdade. Encontrará apenas o que está protegendo. E o que ele protege não é a verdade, mas sua própria inclinação, sua deformação, seu  preconceito". Quem busca a verdade já mais poderá encontrá-la. Existe dentro do nosso universo moral. Renova-se a cada momento que vivemos com intensidade. Vivendo em nós pertence ao mundo de cada um. Contudo, ninguém é dono da verdade. Livre como todas as coisas supremas da vida, ela existe como fonte de libertação. É a linha da nossa existência que pode ser vista em todos os ângulos da nossa vida. A felicidade consiste na simplicidade desse luminoso entendimento.

Dr. José Francisco de Souza (foto) | Advogado, jornalista, cronista e historiador | Garanhuns, 05 de julho de 1986.

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