sexta-feira, 8 de abril de 2022

Político é político

Causos do Augustinho - É público e notório que a classe política brasileira é uma instituição, cuja credibilidade junto ao eleitorado, anda duramente desgastada. São falcatruas sem punição, falta de  fidelidade partidária e outros tantos que  nos obrigam a engolir sem que  possamos fazer coisa alguma em nossa defesa.

E em época de pré-campanha e  de campanha, todos são santinhos e  nada fizeram na vida pública e, até, particular, que possa comprometer a  legitimidade de suas candidaturas, somando à memória do eleitorado que é  "deletada" a cada eleição, a famosa memória curta.

Rememorando estes fatos, nos  momentos de folga em seu Bar e  Restaurante, à Rua Ary Barroso, foi  que Augustinho, me contou esta:  segundo ele, um "candidato a reeleição" de prefeito, aqui na região (e vamos evitar nomes para as coisas não se agravarem), durante uma campanha política, reuniu seus cabos eleitorais e foi fazer um comício numa rua de periferia de sua cidade.

Algumas dúzias de eleitores bacanas que ainda se dispõem a ouvir baboseiras de tais encontros muitas vezes dormindo durante os discursos, cochilando num canto de botequim e se  acordando somente nas palmas do fim, ouviram do candidato à "reeleição" a prefeito, as seguintes indagações: - Nesta rua passa o carro de apanhar lixo? E o povo em coro respondia: Nãããooo! Tem saneamento nesta rua? Nãããooo! Tem calçamento nesta rua? Nãããooo! Os garis varrem esta rua? Nãããooo! Tem água encanada nesta rua? Nãããooo! Tem policiamento nesta rua? Nãããooo! Tem energia na rua e nas suas casas? Nãããooo! Agentes de Saúde vem combater a Dengue? Nãããooo! Tem escolas pôr perto para seus filhos? Nãããooo!

E o candidato à "reeleição" arrematou:

Então como é que se mora numa merda dessas!

E foi reeleito!

Foi Augustinho que contou!

Garanhuns, 26 de maio de 2002 / Jornal O Monitor.

*Augusto Teixeira Filho (foto), popularmente conhecido como "Augustinho", tinha um bar e restaurante na rua Ari Barroso, lado esquerdo do antigo Fórum de Garanhuns. Augustinho faleceu em julho de 2012, deixando sua poesia, os seus causos e o abraço amigo.

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