quarta-feira, 25 de maio de 2022

"O Céu e o Brilho das Estrelas" propõe um passeio pela história da música

Provavelmente, você já deve ter escutado alguma canção de David Bowie, vai ver, sempre quis saber quem é o “Starman”,  ou até o que Ludwig van Beethoven pensava ao compor a sua nona (e mais consagrada) sinfonia. Conhecer grandes momentos da música, junto com outros, digamos, um tanto lúdicos, é a aventura proposta pelo livro “O Céu e o Brilho das Estrelas”, do escritor Moacir do Valle Jr, obra de ficção lançada este ano.

A partir de melodias de diversos artistas nacionais e internacionais como Roxy Music, Belchior, Pink Floyd e Rita Lee, o escritor leva o leitor a um passeio pelo universo da música e trabalha a ideia de que o dom musical é para poucos. 

O autor propõe a seguinte fantasia: “E se Deus existir e ajudar os grandes artistas, como Beethoven? E se as músicas que marcam épocas fossem, de fato, especiais a ponto de a explicação estar relacionada a algo além da capacidade humana?” 

“O Céu e o Brilho das Estrelas”, atravessa a história da música desde o século XVIII, quando o simpático e nada convencional protagonista, um Agente Celestial, propõe a Deus que utilize a música para salvar a humanidade. 

O escritor conta os bastidores das criações de algumas das maiores músicas da história, de Bach até meados dos anos 1980, interagindo com músicos como Noel Rosa, Arnaldo Baptista, Kate Bush, John Lennon e até outros artistas, como Machado de Assis, Van Gogh e Sonia Braga. Em busca de trazer um pouco da história de cada composição presente na obra, Valle mescla elementos da fantasia ao fazer o protagonista participar desses momentos históricos.

O livro passa, por exemplo, pela criação de músicas como I Want You (She’s So Heavy) dos The Beatles, trazendo como surgiu o  icônico final da canção, e Mercedes Benz, de Janis Joplin, que tem explicada sua ‘verdadeira’ origem.  

Também é possível acompanhar a trajetória de Arnaldo Baptista quando produziu o álbum “Singin’ Alone”, e visitar a loja de vinil Baratos&Afins na Galeria do Rock, em São Paulo. “Toda a história do livro se baseia na ideia de que a música pode transformar o ser humano”, afirma o autor. 

Moacir do Valle Jr. é natural de Campinas e trabalhou por muito tempo numa empresa de grande porte, o que trouxe à tona a crítica ao mundo corporativo, de acordo com o escritor. 

Também dirigiu peças de teatro em São Paulo, Brasília e Florianópolis. Nos últimos 10 anos atuou na área de inovação. “Um Lugar Chamado Pambenil”, lançado em 2019, foi sua obra de estreia, enquanto “O Céu e o Brilho das Estrelas” é o segundo livro do autor.

Burocracia celestial: crítica ao mundo corporativo

A burocracia celestial é um dos pontos centrais da obra, uma vez que essa estrutura é capaz de até mesmo impossibilitar a Deus de conseguir executar o que quer, incluindo criar e distribuir o dom musical, conforme proposta do  Agente Celestial 147 - sua denominação numérica já faz uma alusão à ideia de que no universo corporativo pessoas são pensadas apenas como números.

“Criei uma história sobre música, mas que também passa, de forma bem humorada, pelo mundo corporativo , onde os processos sufocam as pessoas e limitam sua liberdade criativa, justamente ao contrário da religião, que usa a imaginação demais”, reflete.

A reflexão principal, junto da crítica, é trazer uma homenagem ao talento de tantos artistas no decorrer da história. “Além da homenagem ao talento musical, o livro também traz indicações de músicas, para despertar a curiosidade por conhecer cada um dos artistas”, finaliza o escritor.

É possível conferir uma seleção de músicas presentes no livro na playlist “O Céu e o Brilho das Estrelas” disponível no Spotify, acesse aqui.

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