domingo, 1 de maio de 2022

Perdão

Rilton Rodrigues da Silva

Perdão, se eu te amo assim, Perdão, repito!

É que não posso, humílimo poeta,

esconder mais esta paixão secreta

e sufocar em mim este meu grito.


Divina aspiração, sublime meta;

amar-te assim: do zero ao infinito...!

Lázaro da paixão, triste proscrito,

do deus de amor ferido pela seta.


Queria viver em ti... ao teu lado,

sentir a plenitude do pecado,

se pecado é amar-te tanto assim.


Mas, se vês que estás te prejudicando,

perdoa e esquece; que eu irei chorando

toda a saudade deste amor sem fim.

Garanhuns, 17 de Setembro de 1977.

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