quarta-feira, 18 de maio de 2022

Sound Branding de nova geração

Por Zanna

Sound Branding é sobre afeto. A música é uma grande portadora de afeto e organiza a sua transmissão, um sentimento que chega a partir da capacidade criativa e competência artística da composição de quem está gerando a obra. Se existe esse cuidado com a produção do som, essa qualidade que é uma premissa para o Sound Branding, a comunicação do afeto vai existir e estabelecer conexão com as pessoas.

O Sound Branding se afirmará nos novos comportamentos que estão surgindo, uma nova forma de viver. As circunstâncias em todos os cantos do planeta estão dando os sinais de que a gente precisa mudar e estamos mudando. Mudou a relação com o planeta, com os povos originários, com os diferentes grupos além dos homens brancos hetero, com as religiões. Está tudo sendo rediscutido em um movimento que é planetário. Vejo o Sound Branding nascendo nesse contexto e a partir dessas novas demandas. Não se trata de fazer um jingle para vender um determinado produto ou serviço, a gente não quer mais isso. A gente nem vê mais TV. A gente não se conecta com a venda pela venda.

Os clientes que estão usando o Sound Branding como ferramenta na gestão das marcas entenderam que precisam estabelecer uma conexão de verdade com seus públicos. E isso se traduz em música de verdade, composta e tocada por artistas sem fórmulas “chiclete” pra grudar na cabeça das pessoas.

Quando falamos de meios de transporte, por exemplo, estamos falando de uma convivência diária. Fizemos o Sound Branding da linha amarela do metro de São Paulo e os usuários já perceberam a diferença. Isso é afeto, conexão de verdade.

O próximo passo é o corpo de executivos estratégicos das corporações se abrirem para o conceito de que o afeto é a grande percepção deste momento, em todos os níveis. Algo que vai muito além do marketing, como dissemos.

Há muitos tipos de CEO. Se o decisor olha o futuro apenas nos números, vai ter dificuldade de aprovar um projeto de Sound Branding. A dificuldade é humana. Se lida com conceitos, entenderá que se o Sound Branding é um bom investimento, capaz de carregar consigo os valores da companhia e transmiti-los com imensa fluidez.

Cada vez que eu falo sobre o Sound Branding tenho ideias nova. A possibilidades do som são infinitas. Vamos entendendo inclusive que somos feitos de som. Ele penetra, envolve, ressignifica, emociona rapidamente. O som toca o seu corpo, a sua frequência, a nossa frequência. Quantas vezes você já se pegou chorando com uma música? Somos 70% água, a melhor condutora de som. O som, com suas inúmeras possibilidades, é a ponte que conecta todo nosso corpo e as nossas emoções. Fico emocionada só de pensar em toda essa potência!

No futuro breve, as marcas começarão a investir no Sound Branding e ter clareza de que a sua consistência e criatividade trazem resultado. Não adianta ter uma música super bem produzida se ela não vai no ponto. Posso afirmar que a relação entre os gestores e decisores das corporações e o Sound Branding está se aprimorando. Daqui a algum tempo, as pessoas irão ouvir, com prazer, as músicas das marcas em serviços de streaming (como o Spotify) ou futuros meios de distribuição de música. Já acontece com o Tema do MetrôRio, o Sound Branding do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo e mais algumas músicas de projetos de Sound Branding que já fizemos para que essas marcas se apropriassem dos espaços sonoros por onde transitam. Os usuários desses meios de transporte se transformam em ouvintes e são impactos pela experiência mesmo distantes dela. Pensou nisso?

Por Zanna - Cantora, compositora, escritora e CEO da agência Zanna, a primeira de Sound Branding da América Latina - www.zanna.com.br

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