quarta-feira, 18 de maio de 2022

Velha para escrever? Escritora de 72 anos focada em novos e sucessivos projetos literários

Formada em Química e professora de cursos profissionalizantes, Alvarina Nunes é exemplo de pessoa que resolveu tirar do papel um sonho de infância realizado na terceira idade. Hoje escritora de livros de espiritualidade, desde menina participava de concursos literários e contribuía com projetos em jornais cristãos.

Tem formação no curso básico e avançado em Teologia pelo Seminário Bíblico Bom Pastor da Igreja Assembleia de Deus e também nos cursos bíblicos básico e avançado da Academia Teológica da Graça de Deus, estudos que garantiram a bagagem teórica para suas duas obras: Tesouros Escondidos e Com Deus é Assim...

Na conversa a seguir, a autora revela seus próximos projetos literários e alerta: “o mundo precisa acordar e perceber que estamos maduros, com bagagem, e muita vida pela frente!”

A senhora começou a escrever oficialmente aos 69 anos. Como foi o processo de transformar o hobby em carreira na aposentadoria? 

Alvarina Nunes - Na verdade, escrevo desde menina, mas só criei coragem de escrever meu primeiro livro “Tesouros escondidos” aos 69 anos. Depois de terminar, coloquei em uma gaveta e deixei lá por alguns meses. Certo dia, assistindo uma palestra da Pastora Liziane Bayer, ela disse: Você aí, tem um projeto guardado na gaveta? Você vai morrer e deixá-lo lá? Foi um soco na minha passividade. No dia seguinte, procurei uma editora, e dentro de três dias assinei o contrato. Deus nos dá dons e talentos para serem usados. O processo foi algo inusitado, algo novo e desconhecido para mim.  Minha conexão com as pessoas, redes sociais, ainda era muito lenta. Então conheci a LC, fiz o Curso Escritores Admiráveis, e houve uma virada de 180 graus em minha carreira. Com certeza, Deus ainda realiza sonhos.  

É raro ver histórias de pessoas que começaram um novo projeto de vida na maturidade. A senhora passou por algum preconceito? 

Alvarina Nunes - Sim, é raro. Uma lástima! Nesta idade estamos maduros, com uma bagagem de conhecimento que causa admiração em qualquer jovem. O mundo precisa acordar. Essa riqueza de pensamento deveria ser valorizada. O artigo “Velho é o seu preconceito” no Linkedin fez o maior sucesso. Com certeza serviu de muita reflexão. No meu caso, o preconceito nunca me atingiu, nem vou permitir que ele interfira em minha carreira. 

Seus livros passam a mensagem de esperança e fé. Eles são uma forma de evangelização? 

Alvarina Nunes - O mundo em que vivemos está enfermo e carente. Precisamos ajudar as pessoas, curar as feridas, abrir os olhos dos cegos, pôr em liberdade os cativos, trocar o pranto de uma humanidade que geme pelo óleo da alegria. Deus nos chamou para fazer isso!  Com certeza, entregar uma boa notícia (Boas Novas), apontar caminhos de salvação e cura, é a melhor forma de evangelizar.  

Como é o seu processo criativo? Quais são as suas inspirações? 

Alvarina Nunes - Observando à minha volta. Einstein disse:  A criatividade é a inteligência se divertindo! Eu diria: Basta observar ao seu redor, e poderá encher o mundo de livros. Minha maior inspiração sempre virá da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, o Livro dos livros. 

A senhora tem mais um livro sendo escrito. Poderia adiantar detalhes deste novo projeto?

Alvarina Nunes - Sim, estou escrevendo. Antes de começar este livro, estava empolgada em escrever um livro falando sobre o amor, mensagens lindas, que iriam encantar os meus leitores. Até comecei, já havia escrito várias páginas e tinha feito a capa do mesmo, mas quando sentava para escrever, sentia uma tristeza, pois Deus já tinha falado comigo de várias maneiras sobre o que queria que eu escrevesse; e era muito distante daquilo que eu queria escrever.

E como está sendo esse processo?

Alvarina Nunes - Cada vez que eu orava, Deus me mostrava o que ele queria. Cada vez que eu abria minha Bíblia, dava de cara com a palavra que sempre me mostrava. Então, parei de escrever o livro sobre o amor e fiquei sem escrever por um tempo. O que Deus estava me pedindo era muito forte e com certeza não iria agradar a ninguém; todavia, se tem uma coisa que eu temo de verdade é desobedecer à Deus e não fazer aquilo que lhe agrada. Então, me acheguei a Ele, e me coloquei a sua disposição para esta obra. Este será um livro do tipo: muitos vão amar e outros nem tanto. Mas Deus vai falar aos leitores a causa do sofrimento da humanidade. Já escrevi vários capítulos.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Em 1935 Lampião leva pânico aos moradores de Garanhuns

Noites de inquietação e pavor de 26 de maio  a 1º de junho, em Garanhuns, com as notícias de Lampião nas proximidades. De fato, no dia 29 de...