sábado, 4 de junho de 2022

História de Garanhuns

As arrecadações em 1945 atingiram a cifra de 1.165,824 cruzeiros. O  Dr. José Henrique Wanderley (26º Prefeito de Garanhuns), que assumiu o cargo de prefeito em  31 de Março desse mesmo ano. No curto período de pouco mais de  um ano que exerceu o cargo de prefeito do Município, bem demonstrou a sua grande capacidade como administrador. Calçou as ruas Siqueira Campos e Melo Peixoto - antiga Rua do Jatobá - iniciou um trecho da Rua Maurício de Nassau na sua parte oeste, calçou a maior parte da Rua Santos Dumont, também calçou uma parte da Rua Dr. Manoel Borba. Sucedeu ao  Dr. José Henrique Wanderley, o cidadão Antônio Cesário da Silva Brasileiro Filho (27º Prefeito de Garanhuns). As rendas municipais de 1946, foram de 1.242,566 cruzeiros. Antônio Brasileiro não dispôs de tempo suficiente para realizações de vulto e apenas pode calçar um trecho da Rua Dr. Severiano Peixoto, sendo substituído no cargo de  prefeito, por Maurício Marques Amorim (28º Prefeito de Garanhuns). As rendas Municipais, em 1947, atingiram a cifra de 1.1460,964 cruzeiros. Maurício Amorim sempre ocupado com o movimento político desse ano, só teve tempo de iniciar o calçamento da parte leste da Rua Maurício de Nassau e construiu um sanitário de serventia pública. Corria então o ano de 1947 e o país em pleno gozo de um regime legal. Os partidos políticos, de um lado o Partido Social Democrático, do qual fazia parte o prefeito Maurício Amorim e do outro lado a União Democrática Nacional, em plena campanha eleitoral, pleiteavam, para os seus candidatos, os cargos dos  poderes executivos e legislativos. Realizadas as eleições venceram para o executivo os cidadãos: Francisco Simão dos Santos Figueira (29º Prefeito de Garanhuns) e Abdias de Noronha Branco, para prefeito e vice-prefeito, respectivamente - este último substituiu o  cargo de subprefeito - ambos candidatos da União Democrática Nacional. Para  vereadores - cargo que substituiu o de conselheiro municipal - foram eleitos: Pela UDN - Dr. Othoniel Furtado Gueiros, Pedro de Souza Lima, Deusdedit  da Silva Maia, João Bezerra Sobrinho, Raimundo de Oliveira Cavalcanti, Jonas Dantas de Barros, Ernesto da Costa Dourado, Francisco Epaminondas de Barros, Alfredo Leite Cavalcanti e José Vaz da Costa; Pelo PSD, Luiz Pereira Júnior, Fausto Souto Maior, João de Assis Moreno, e o Dr. Alfredo Américo Leite.

Empossado os eleitos, o prefeito Francisco Figueira, logo organizou o serviço interno da Prefeitura, cuidou de realizar melhoramentos, que começou com a desapropriação e demolição de cinco prédios que obstruíam a  entrada para a atual Praça São Sebastião. Restaurou a rodovia para a Vila de Miracica.

Iniciou e estava construindo o calçamento da Avenida Euclides Dourado, quando destituído do cargo, pelo Poder Judiciário, dois meses depois de ter assumido. É que a sua vitória sobre o candidato oposto, Dr. Luiz da Silva Guerra (30º Prefeito de Garanhuns) foi obtida pela nulidade de uma das urnas do Distrito de Itacatu (São Pedro), assim considerada e julgada pelo Juiz Eleitoral do Município. O Tribunal Eleitoral, entretanto, a julgou válida, o que deu, também, lugar a perda do mandato do Vereador José Vaz da Costa que foi substituído por Amílcar da Mota Valença, da legenda do Partido Social Democrático. Estes fatos, muito prejudicaram o progresso de Garanhuns, quanto ao cargo de Prefeito.

As arrecadações de rendas municipais nos anos de 1948 a 1951, respectivamente, foram as seguintes: 2.439,649 cruzeiros, 3.103,523 cruzeiros, 3.332,531 cruzeiros e 4.641,282 cruzeiros. O Dr. Luiz da Silva Guerra (foto) que aqui chegou, vindo da cidade dos palmares, em 1922, era um médico de grande capacidade profissional e elevado espírito de caridade; raras eram as pessoas que dele não  tivesse recebido um favor. Cavalheiro de fino trato e de esmerada educação, muito bons serviços tinha prestado ao meio social da cidade. Era muito bem relacionado e conceituadíssimo. Entretanto, não dispunha de capacidade administrativa, principalmente, para dirigir os destinos de um grande município como o de Garanhuns. Nos três anos e quatro  meses em que a frente do governo Municipal apenas construiu dois prédios escolares; completou o calçamento da Rua Maurício de Nassau inclusive a Praça Coronel Manoel Jardim ajardinando-a de ambos os lados do Cine Jardim; calçou um trecho da Praça Dom  Moura e outro trecho da Rua onde tinha a sua residência. Renunciou o cargo seis meses antes de terminar o mandato, assumindo-o o vice-prefeito Abdias de Noronha  Branco (31º Prefeito de Garanhuns), que remodelou, calçou e dotou de artísticos postes de iluminação a Rua Dantas Barreto. (Fonte: História de Garanhuns | Alfredo Leite Cavalcanti | Volume II | Garanhuns, Fevereiro de 1973).

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